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“Prato dos Inconfidentes” revela vencedores de concurso gastronômico promovido pelo IFMG – Campus Ouro Preto

por Tatiana Toledo Ferreira última modificação 02/10/2017 17:01
“Sapecada dos trouxas” (Bar da Nida) e “Capuchinho à moda Ouvidor” (Casa do Ouvidor) garantiram as primeiras colocações nas categorias petisco e prato

“Sapecada dos trouxas” (Bar da Nida) e “Capuchinho à moda Ouvidor” (Casa do Ouvidor) foram os vencedores da primeira edição do concurso “Prato dos Inconfidentes”, promovido pelo curso de tecnologia em Gastronomia do IFMG – Campus Ouro Preto. A competição, realizada entre bares e restaurantes ouro-pretanos, teve como propósito valorizar a gastronomia mineira em suas especificidades, além de colocar em evidência os empreendimentos gastronômicos da cidade.

Divididos em duas categorias – pratos e petiscos – os concorrentes precisaram apresentar em suas criações, como ingrediente obrigatório, pelo menos uma Planta Alimentícia não Convencional. As chamadas PANCs são plantas que podem ser consumidas pelo homem, cruas ou após preparo culinário, mas que por falta de hábito ou conhecimento não são tão utilizadas. Algumas podem ser encontradas no quintal de casa. “A temática do evento segue uma tendência que está em alta na gastronomia. A valorização das identidades tem sido muito estudada pelos alunos”, explica a professora Luanda Batista, que orientou os estudantes do 5º período, responsáveis pela organização do concurso.

A primeira etapa consistiu em uma avaliação popular das preparações inscritas e incorporadas ao cardápio dos estabelecimentos durante a primeira quinzena de setembro. Na grande final, realizada no dia 26 no laboratório de Gastronomia do Campus, representantes dos bares e restaurantes mais bem colocados em cada categoria prepararam seus pratos e petiscos para degustação de uma banca julgadora, formada por Luciano Avellar (Chef Senac/MG), Gustavo Sampaio e Maria Emília Mendes (gastrônomos formados pelo IFMG) e Cristiana Andreoli e Asdrúbal Vieira Senra (professores do curso de Gastronomia do Campus Ouro Preto).

Atualização do mercado, criatividade e desafio PANC

Vanilda Cláudia Alves, do Bar da Nida, conta que seu quintal serviu de inspiração para o petisco vencedor. “Nele tem urtiga, então resolvi trabalhar com essa planta. Mas ela ‘sapeca’ um pouquinho a gente ao apanhá-la. Como o concurso se chama Prato dos Inconfidentes, fiz menção à Inconfidência Mineira e à traição dos ‘trouxas’ ao movimento”, conta a criadora da “Sapecada dos trouxas”. “Ter vencido foi muito prazeroso. A gente não precisa ganhar mais nada, só o fato do pessoal ter ido ao bar e gostado, já foi muito bom”, afirma Nida, que garante que enquanto for tempo de urtiga, será possível provar o petisco em seu bar.

Elaine Aparecida Alves, cozinheira da Casa do Ouvidor, explica como foi a criação do prato vencedor. “Fiquei muito animada com o concurso. Comecei a pesquisar sobre as PANCs e adorei descobrir que existem várias plantas que podemos comer e que estão ali, pertinho de nós. Decidi usar capuchinho. Minha proposta foi uma massa ao pesto feito com folha de capuchinho. A carne precisava de um molho bem saboroso, então utilizei as flores e criei uma geleia. O que me inspirou foi saber que as pessoas comeriam a avaliariam um prato feito por mim, com muita pesquisa e amor”.

A temática escolhida para a competição foi uma oportunidade para que os clientes conhecessem novos sabores, na opinião da jurada Maria Emília Mendes. “Estamos passando por essa transição na gastronomia e redescobrindo essas plantas. Falar de PANC está em voga. Achei criativo, os pratos ficaram bem saborosos. É realmente preciso pensar daqui pra frente, valorizando o pequeno produtor e a comida de quintal, que tem tudo a ver com nossa comida de Minas Gerais”.

Os benefícios de iniciativas como a do Prato dos Inconfidentes foram destacados pelo Chef Luciano Avellar, presidente do júri. “Defendo sempre festivais gastronômicos independente de onde eles estejam, seja dentro de uma instituição, seja na rua em praça pública, desde que eles aconteçam e fomentem a economia da cidade. Tenho só a parabenizar o IFMG e a equipe organizadora. O evento promovido leva motivação para a população local e também para os estabelecimentos, fazendo com que seus profissionais se aprimorem. Com o concurso é possível incentivá-los a sempre buscar capacitação e o aprimoramento das técnicas, o que reforça a responsabilidade educacional da Instituição”.

A professora Luanda Batista concorda. “O fato de o concurso ter sido organizado por nós permite que o Campus leve uma atividade educativa para os estabelecimentos, de alguma forma. Para os concorrentes que vieram, foi importante, porque eles conheceram a estrutura do laboratório, como nossos alunos se portam... Isso mostra que a escola também faz parte do universo desses profissionais e tem como contribuir. Já a participação deles também trouxe uma série de contribuições, pois foi possível ver como as pessoas do mercado ouro-pretano são criativas, têm conhecimentos interessantes das técnicas e da cozinha tradicional. A troca foi maravilhosa. Todos ganham”, ressalta a docente, que deseja que o concurso ganhe cada vez mais robustez em suas próximas edições.

O papel educativo do concurso foi reforçado, inclusive, na premiação. Além dos certificados e prêmios específicos para os vencedores, todos os estabelecimentos inscritos receberam garantia de matrícula em um curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) ofertado pelo curso de Gastronomia do Campus Ouro Preto.

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Fotos: Lilian Souza, Isabela Paiva e Luiz Lopes

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