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Arte no Câmpus

por Tatiana Toledo Ferreira última modificação 29/09/2014 07:15
Poema-escultura “Batuque”, do artista ouro-pretano Guilherme Mansur, é instalado no Câmpus Ouro Preto

Batuque_Fotoluizlopes19.JPGMais uma obra passa a integrar a galeria de arte a céu aberto que o IFMG – Câmpus Ouro Preto criou em 2007, por meio do Projeto Arte no Câmpus. Trata-se de “Batuque”, do poeta ouro-pretano Guilherme Mansur. Com quase três metros de altura, o poema-escultura é composto por um verso, “ferro batido batuque”, que se desdobra em uma estrutura feita em aço.

De acordo com o artista idealizador da obra, o trabalho foi pensado a partir dos gradis das sacadas de Ouro Preto. “Com o desdobrar das palavras se forma uma renda de ferro, porque cada linha vazada está ‘amarrada’ na seguinte. Isso é também uma alusão ao trabalho contínuo do ferreiro, o de bater e rebater o ferro na bigorna e ao som desse andamento”, explica Mansur.

Por ser vazada, a escultura permite que a luz do sol a atravesse, projetando as letras do poema no chão. “O sol constrói a terceira dimensão da escultura”, explica o artista.

 

Arte no Câmpus

 

Para o professor Haroldo de Paiva Pereira, idealizador do Projeto Arte no Câmpus – que já viabilizou a instalação de trabalhos dos artistas Jorge dos Anjos, Roberto Sussuca e Jáder Barroso na Instituição –, a presença de uma obra de Guilherme Mansur contribuirá para valorizar o acervo não só do IFMG, mas da cidade. “Essa obra nasceu fundamentalmente da generosidade do Guilherme, dos patrocinadores e de todas as pessoas que se envolveram nesse projeto. Hoje estamos incorporando ao patrimônio da Escola e também ao patrimônio de Ouro Preto um presente que vai perenizar não só a obra do artista, mas a representação de um tempo, de uma geração. Se no centro histórico nós temos a presença dos séculos XVIII e XIX, aqui no Câmpus nós temos a presença dos artistas dos séculos XX e XXI”, afirma o professor.

 

Escultura de Jorge dos Anjos integra o projeto
Escultura de Jorge dos Anjos integra o projeto
O diretor do Câmpus Ouro Preto, Arthur Versiani, considera exitoso o projeto desde a sua primeira iniciativa.  “Ele vem trazendo não só beleza para a Escola, mas vem desenvolvendo também o senso estético dos nossos alunos, por meio de uma perspectiva crítica de arte contemporânea, efetivamente antenada com a modernidade”, ressalta.

A importância do projeto para a Instituição é igualmente reforçada pelo reitor do IFMG, Caio Mario Bueno Silva: “Neste local havia antes um quartel, que se transformou em escola, na década de 1960. E nós teríamos que humanizar esse espaço, deixando-o mais colorido, mais alegre. Portanto, esse trabalho que os professores Haroldo e Arthur veem fazendo, transformando o câmpus desta Escola em um museu a céu aberto, é fundamental. Ao Guilherme Mansur, o nosso agradecimento, em nome de todo o IFMG, por essa homenagem à Instituição e à cidade de Ouro Preto”.

 

Parceria

 

A obra “Batuque”, cedida por Guilherme Mansur, tem patrocínio da Gerdau e da Samarco e apoio da Dinaço.

Para Guilherme Louzada, analista de Desenvolvimento Socioinstitucional da Samarco Mineração S.A., fazer parte desse projeto é importante para a empresa, até mesmo pela relação de afinidade entre ela e o IFMG. “É uma relação muito próxima. Hoje na Samarco nós temos profissionais que se formaram aqui, em todas as posições. Quero parabenizar o IFMG por todo o trabalho que tem feito ao longo desses 70 anos. A gente vê que o Instituto não está só acompanhando, mas está construindo o futuro. E isso é para quem é de ponta”, diz.

De acordo com Bruno Gomes de Castilho, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Gerdau Açominas, a instalação da nova escultura caracteriza-se como um momento propício para a celebração das várias parcerias que a empresa estabelece com o IFMG: “É um prazer muito grande a gente participar disso e mostrar que existe muito mais que apenas minério e aço. Existe arte, existem pessoas, existem profissionais que são forjados aqui e que constroem um país melhor. Gostaria de agradecer a oportunidade de participar desse momento e que a gente consiga, cada vez mais, ter grandes oportunidades para parar um pouquinho e ver com outros olhos o que a gente é capaz de construir”.

A solenidade de instalação do poema-escultura foi realizada no final de agosto, como parte das atividades distribuídas ao longo de 2014 em comemoração dos 70 anos de fundação da antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto, hoje IFMG – Câmpus Ouro Preto, completados em maio deste ano.

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Fotos: Luiz Lopes

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